
MARKETING FARMACÊUTICO
Em Portugal o Infarmed é a entidade que fiscaliza a publicidade monitorizando o mercado através da consulta aos diferentes suportes publicitários de forma a garantir a promoção com um uso racional dos medicamentos. A comunicação publicitária neste sector é extremamente delicada com muitas normas legais que devem ser sempre tomadas em conta.
No mundo virtual por exemplo, o Google AdWords tem medidas muito rígidas sobre o que pode ou não ser anunciado.
O Google em Portugal só permite a promoção no AdWords (um sistema disponibilizado pelo Google que basicamente consiste em anúncios em forma de links) de medicamentos isentos de prescrição médica. O SEO (search engine optimization) poderá promover os outros.Os canais digitais hoje em dia conquistam o mercado como instrumentos de divulgação e formas de estabelecer relações em tempo real com o público ou com a farmácia. No entanto, o médico (quem prescreve) continua ainda a ser o alvo principal das farmacêuticas.
De acordo com um estudo americano "Pharmaceutical Search Engine Marketing: Leveraging Online Health Searching to Fulfill Brand Goals" os motores de busca podem ser fundamentais para a indústria farmacêutica.Este estudo demonstrou dois padrões de pesquisa dos consumidores:
1. A maioria das pessoas pesquisa pelo nome da doença/sintomas que tem (ou julga ter);
2. O momento da procura inicial acontece quando aparecem os primeiros sintomas O trabalho da agência de comunicação consiste numa relação de proximidade, colaboração permanente e profissionalismo com o gestor de produto para que em conjunto possam encontrar a melhor forma de divulgação do medicamento. Para se ter sucesso é necessário conhecer-se detalhadamente o que se está a vender, para quem estamos a vender, como vamos posicionar o produto e de que forma iremos diferenciar a nossa marca.
Mas o que é necessário para se implementar um plano de marketing farmacêutico com sucesso? Aqui ficam algumas ideias.
• Enviar representantes para falar com o médico; distribuir toda a comunicação publicitária existente (exemplo: folheto, brinde, catálogo) bem como as amostras.
• Realizar acções de “direct-mail” junto da comunidade médica promovendo o produto de forma original
• No caso dos produtos isentos de prescrição médica pode promover acções junto a farmácias de forma a informar melhor o consumidor
• Contactar as faculdades e promover o seu produto junto dos futuros médico
• Promover acções de divulgação junto das farmácias
• Comunicar directamente com os pacientes, com o consumidor final. Esta estratégia chamada "Direct-to-Consumer Advertising" faz com que o consumidor sinta mais desejo em saber informações adicionais sobre determinado produto. Viu, ou já ouviu falar e agora gostaria de saber mais, pois pareceu-lhe ser uma boa solução.
• Ouvir e estar atento aos testemunhos e opiniões dos nomes de referência da área. Estas pessoas, normalmente professores em faculdades de prestígio, podem influenciar as opiniões dos médicos.
• Enviar “press-releases”
• Fazer publicidade em publicações da especialidade, aceitar ser entrevistado e responder a questões sobre o produto de maneira a que todos possam ler, comentar as suas palavras.
• Contactar com profissionais de saúde de prestígio (líderes de opinião) no meio, de forma a que eles possam passar a mensagem a outros colega. Desta forma a sua mensagem ganha credibilidade.
• Respeitar sempre a legislação em vigor.
• Utilizar a publicidade na internet. Cada vez mais os consumidores procuram pela internet indicando os seus sintomas na esperança de obterem informações adicionais que ajudem a entender o seu estado, muitas vezes antes de irem ao médico
• Criar sites direccionados à promoção e divulgação do produto com uma vertente para profissionais e outra para o público
• Estreitar as suas relações com o canal farmácia
